O que NÃO dizer na perícia do INSS: como se comportar e o que o perito avalia

A perícia médica do INSS é um dos momentos mais decisivos para quem busca um benefício por incapacidade, como o auxílio-doença ou a aposentadoria por invalidez. É nessa fase que o perito realiza a avaliação e se a condição de saúde realmente impede ou limita o trabalho do segurado.
Apesar da importância desse momento, muitas pessoas chegam despreparadas e acabam cometendo erros que podem prejudicar diretamente o resultado do pedido. Por isso, entender o que dizer e principalmente o que não dizer pode fazer toda a diferença.

Um dos pontos que mais geram dúvida é: o que não pode ser dito na perícia do INSS?
O primeiro erro é minimizar a própria condição. Muitos segurados, por hábito ou receio, dizem frases como “dá pra aguentar” ou “não é tão grave assim”. Esse tipo de fala pode levar o perito a entender que não existe incapacidade suficiente para conceder o benefício.
Outro erro comum é exagerar ou apresentar informações inconsistentes. A perícia é uma análise técnica, e qualquer contradição entre o que é dito e o que está nos documentos médicos podem acabar prejudicando a credibilidade do segurado.
Também é importante evitar respostas genéricas. O perito não avalia apenas a doença em si, mas o impacto dela na atividade profissional. Por isso, é essencial explicar de forma clara como a condição afeta o trabalho no dia a dia.
Uma dúvida muito comum é sobre a primeira pergunta feita pelo perito. Na maioria dos casos, ela é simples e direta, como: “o que você tem?” ou “qual o problema de saúde?”. Apesar de parecer básica, essa pergunta é importante, pois direciona toda a avaliação. Por isso, a resposta deve ser objetiva, clara e alinhada com os laudos médicos apresentados.

Outro ponto frequente é: posso chorar na perícia do INSS?
A resposta é que não existe problema algum em demonstrar emoção, afinal, muitas situações envolvem dor, sofrimento e insegurança. No entanto, a decisão do perito não é baseada na emoção, mas sim em critérios técnicos. Por isso, mais importante do que demonstrar sentimento é apresentar documentos consistentes e explicar corretamente as limitações.
Então, o que falar na perícia do INSS?
O ideal é descrever de forma clara:
Qual é a doença ou condição
Quais sintomas você apresenta
Como isso afeta sua rotina
De que forma isso impede ou dificulta o trabalho

Além disso, levar documentos atualizados, como laudos médicos, exames e relatórios detalhados, é essencial para fortalecer o pedido.

A perícia não é apenas sobre estar doente, mas sobre comprovar que a condição impede o exercício da atividade profissional. Por isso, preparo, clareza e documentação adequada são fatores decisivos.

Muitas negativas do INSS acontecem não por falta de direito, mas por falhas na forma como a situação é apresentada ou analisada.
Se você vai passar por uma perícia ou já teve o benefício negado, entender melhor o seu caso faz a diferença no resultado. Em muitos casos, ainda existem caminhos para buscar o reconhecimento do direito.